
Imagem ilustrativa
Os exames rotineiros de pré-natal são imprescindíveis para
monitorar a boa saúde da gestante e do feto, além de abrirem uma janela de
possibilidades no que se refere ao bem-estar de ambos. A recomendação do
Ministério da Saúde é que a futura mãe faça, no mínimo, 06 consultas de
pré-natal durante a gestação. A primeira delas deve acontecer no primeiro
trimestre da gravidez, enquanto as outras duas no segundo trimestre. E, por
último, três consultas devem incidir no terceiro trimestre, ou seja, nos
últimos três meses da gestação.
Além das consultas e exames que incluem a análise de exames
laboratoriais e de imagem, o de anamnese e exame físico, torna-se indispensável
tais encontros para que a gestante também exponha suas maiores dúvidas. Isso
expande positivamente a conversa com os profissionais da saúde.
Mas, caso os exames rotineiros do pré-natal apresentem alguma
alteração, quais são os caminhos viáveis para gestante em questão? A resposta
é: procurar um fetólogo.
Sobre a medicina fetal
Na prática, a medicina fetal (com as consultas e tratamentos),
se dá para evitar maiores complicações na gestação.
A paciente gestante faz uma ultrassonografia e é detectada
uma alteração no feto. Um especialista em medicina fetal, profissional esse
habilitado em discutir sobre questões clínicas, cirúrgicas, obstetras, dentre
outras relacionadas ao bebê, com o objetivo de informar a gestante e sua
família das complicações relacionadas àquela gestação, entra em ação para
discutir o caso.
“O risco que essa
gestante tem sobre o bebê, de ela desenvolver diabetes ou ter um parto
prematuro, tudo isso também é pautado. Casais que já tiveram complicações numa
gestação anterior e que planejam nova gestação igualmente são aconselhados a
procurar um fetólogo.” explica a ginecologista e obstetra Dra. Anne Caroline Andrade.
Exames comuns
Uma alteração anatômica vista no ultrassom e analisada pelo
fetólogo pode resultar na busca por alguns exames como, por exemplo, o de
amniocentese e a biópsia de vilo corial. “Exames
invasivos, esses feitos com uma agulha na barriga no intuito de coletar o
líquido amniótico ou o líquido do cordão umbilical têm a intenção de avaliar o
cariótipo do bebê. Com essas análises dá para avaliar se ele é portador de
alguma síndrome ou não.” esclarece ainda a ginecologista e obstetra.
Com o diagnóstico avaliado inicia-se um tratamento que pode
ser cirúrgico e com o bebê ainda na barriga da mãe. Tais procedimentos são
chamados de cirurgias fetais, de intrauteros. Há como citar a correção de
Mielomeningocele, hérnia diafragmática, alterações de rim e bexiga, gestações
gemelares em que é preciso fazer ligaduras na síndrome de transfusão feto
fetal, e etc.
Principais benefícios
A benfeitoria básica é que todo o tratamento e cirurgias são
feitos ainda dentro da barriga da gestante. Alguns bebês, por exemplo, nas
gestações gemelares, em que ocorre a síndrome feto fetal (onde um bebê rouba o
alimento do outro e um feto fica maior que o outro), para que não ocorra o
risco da perda dos dois bebês, a cirurgia é a opção mais viável para tentar
minimizar os riscos.
“A medicina fetal está
crescendo muito e cada vez ganha mais espaço dentro da obstetrícia. O futuro é
fazer um diagnóstico cada vez mais precoce e instituir um tratamento cada vez
mais cedo também.”
finaliza a Dra. Anne Caroline.
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