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Não é comum um diagnóstico de câncer de mama em mulheres na faixa etária dos 35 anos ou menos, ou seja, em plena capacidade de engravidar. Contudo, isso não significa que pessoas mais jovens estejam livres da doença. Geralmente, quando acontece, há uma predisposição genética, histórico familiar de pacientes com esse tipo de tumor.
No entanto, o de mama encontra-se em segundo lugar como o
tipo de tumor mais comum em todo o planeta. Segundo a Sociedade Brasileira de
Mastologia, ele equivale a 22% de casos novos registrados por ano entre as
mulheres. Apesar de sua frequência ser maior em mulheres acima dos 50 anos, o
diagnóstico em pessoas com idade inferior (em alguns casos, mulheres no período
fértil) tem acontecido de forma frequente.
Mas, e quando a mulher passou pelo tratamento e deseja
engravidar?
Decisão deve ser
conjunta
A gestação após a terapia que combate o câncer de mama é, na
verdade, uma decisão conjunta e ponderada entre o médico mastologista, o
oncologista e a paciente. Os riscos e benefícios precisam ser expostos, já que
muitas vezes a pessoa acometida pela doença necessita interromper o uso de
alguma medicação, como o Tamoxifeno, que é empregado entre os 05 e 10 anos
seguintes à comorbidade.
“Com o tratamento pausado, a futura
mãe poderá engravidar e só depois retornar ao uso do medicamento. Os médicos
estimulam a gravidez, porém, desde que o processo seja seguro do ponto de vista
de todo o tratamento.” Explica a Dra. Danielle Miyamoto, mastologista.
Preservação da
fertilidade
As mulheres que receberam recentemente o diagnóstico de
câncer de mama podem passar por uma conversa detalhada com seu médico sobre a
preservação da fertilidade através das técnicas de reprodução assistida, já que
o tratamento oferecido com a quimioterapia, por exemplo, tende a reduzir a
reserva ovariana.
O que é pautado? A congelação de óvulos e embriões, para que
futuramente, após enfrentar o tratamento do câncer, caso haja dificuldade em
recuperar a fertilidade, a mulher tenha garantida a possibilidade de
engravidar.
Quanto tempo esperar?
Quando o tratamento se dá por encerrado, a orientação é
esperar por pelo menos dois anos de estabilidade até buscar pela gestação.
Contudo, tudo depende do estágio em que se encontrava a doença, se ela
respondia aos hormônios ou não.
Novamente a discussão se dá em conjunto, pautando os riscos e
benefícios da gestação naquele momento. Não há um prazo certo, mas a partir do
tratamento finalizado, a paciente recuperada e sem nenhum risco de doença, pode
pensar na gravidez.
“A situação se estende
também à idade. É diferente um caso de uma paciente de trinta e dois anos que
teve câncer de mama de outra com trinta e sete anos, que está mais próxima da
menopausa e com reserva ovariana menor.” orienta a médica.
Amamentação
No caso de uma cirurgia conservadora, ou seja, em que se
poupa a mama, pode ser que a mulher consiga amamentar. Isso vai depender da cirurgia,
da sua localização, onde estava o tumor, se ele se encontrava muito próximo dos
ductos principais da mama. Ou seja, pode ser que haja uma dificuldade maior em
amamentar desse lado. “A outra mama em
que não houve o acometimento pela doença, essa sim a mulher pode amamentar.
Inclusive no caso de mastectomia. E se houve a retirada de uma mama, é possível
amamentar com o outro seio.” finaliza a mastologista Dra. Danielle.

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