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| Imagem Ilustrativa |
Infelizmente, existem alguns
fatores de risco que não podemos mudar, como por exemplo a idade, ser do sexo
feminino, idade da primeira menstruação (menarca) precoce, menopausa tardia,
mutações genéticas familiares (BRCA 1 e 2, dentre outras).
Entretanto, existem os outros
fatores de risco que podemos modificar:
- Dieta
com diminuição de alimentos gordurosos
- Controle
do peso corporal, evitando o sobrepeso e obesidade
- Prática
de atividades físicas regulares
- Redução
do consumo de bebidas alcóolicas
- Evitar
uso prolongado de terapia de reposição hormonal
- Aleitamento
materno
- Número
de gestações
Estima-se que, por meio da
alimentação, nutrição, atividade física e gordura corporal adequados, é
possível reduzir em até 28% o risco de a mulher desenvolver câncer de mama no
Brasil. Além disso, o aleitamento materno por mais de 6 meses também é um fator
protetor.
A melhor forma de prevenir o
câncer de mama, assim como a maioria das doenças, é manter hábitos de vida
saudáveis!
Consumo de alimentos gordurosos
Em geral o alimento gorduroso
é altamente calórico e contém pouca quantidade de nutriente, assim, é preciso
ingerir grande quantidade para obter saciedade, o que pode levar o aumento de
massa corporal.
Esse tipo de alimento em excesso
costuma levar ao sobrepeso e a obesidade, que estão relacionados ao aumento do
risco para câncer de mama.
Controle do peso
O sobrepeso e a obesidade
estão relacionados ao aumento de risco de câncer de mama. A prevenção baseia-se
no controle do peso, uma vez que no tecido adiposo (formado por gordura) também
é produzido o hormônio estrógeno. Assim, mulheres que possuem mais gordura
produzem maior quantidade de estrógeno, e, consequentemente têm um risco
aumentado para desenvolver câncer de mama.
Prática de exercícios físicos
A prática de atividade física
durante toda a vida auxilia na diminuição do risco de câncer de mama, pois
promove o equilíbrio entre os hormônios circulantes no corpo.
Além disso, a atividade física
regular auxilia no controle do peso corporal, evitando assim obesidade e o
sobrepeso, também relacionados ao câncer de mama.
Redução do consumo de bebidas alcoólicas
Sabe-se que a ingesta de
bebida alcoólica está relacionada ao desenvolvimento de câncer de mama,
entretanto ainda não é possível explicar o mecanismo exato de porque isso
acontece. Alguns estudos mostram que o consumo de 5 a 14g de álcool pode
aumentar em até 30% a chance da mulher desenvolver câncer de mama.
A associação entre tomar
bebida alcoólica regularmente está estabelecida, entretanto a quantidade exata
do consumo considerado “seguro” não está determinado. Assim, recomenda-se a
redução da ingesta deste tipo de bebida.
Terapia de reposição hormonal
Diversos estudos apontaram que
o uso prolongado de terapia de reposição hormonal em mulheres na pós menopausa
aumenta o risco para desenvolvimento de câncer de mama. Em 2002, após o grande
estudo WHI (Women’s Health Initiative), um ensaio clínico, foi confirmado que o
uso de terapia de reposição hormonal – apenas de estrógeno ou combinada de
estrógeno e progesterona – por mais de 5 anos aumenta significativamente o
risco de desenvolver câncer de mama.
Aleitamento materno
O mecanismo exato pelo qual se
dá a diminuição do risco de câncer de mama em mulheres que amamentaram ainda
não é bem explicado. As principais teorias estão relacionadas ao bloqueio de
ovulação que ocorre nesta fase. Durante o período de aleitamento materno
exclusivo a maioria das mulheres não menstrua baixa, tendo uma baixa produção
do hormônio estrógeno.
Outro benefício está
relacionado ao fato de que durante a lactação, várias células se autodestroem,
podendo haver entre elas algumas células que poderiam ter lesões no material
genético.
Além disso, durante este
período a maioria das mulheres perde peso, o que ajudaria na prevenção, uma vez
que o excesso de peso aumenta o risco para neoplasia.
Quanto mais prolongada for a
amamentação, maior a proteção para a mãe em relação aos cânceres de mama mais
comuns.
Maior número de gestações
Sabe-se que a nuliparidade
(ausência de gestações) e a primeira gestação com idade tardia são fatores de
risco para ter câncer de mama. Quanto maior o número de vezes que a mulher fica
grávida, menor é o risco de ela desenvolver câncer de mama. Isso acontece
porque durante cada gestação existe o bloqueio de ovulação – e,
consequentemente, diminuição do nível de estrógeno, por um período de 9 meses.
Assim, quanto maior o “descanso” do estrógeno, menor o risco de desenvolver a
doença.
Colaboração:
Dra. Danielle Miyamoto – Mastologista
CRM 156030 | RQE 73734
www.dradaniellemiyamoto.com

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